Madrugada

Pouca coisa me deixa tão feliz quanto sentir a brisa da madrugada. A brisa do mar talvez. Um pote de Nutella. Ou camarão com molho rosé. Mas o ventinho que entra pela janela nesses momentos de silêncio quase absoluto traz paz, felicidade, inspiração.

Se eu fumasse, seria uma cena de cinema ou seriado quem sabe. Eu aqui, olhando a rua vazia enquanto trago um cigarro de menta. No entanto, apenas olho, imóvel. Fecho os olhos e deixo a brisa me beijar. Lá longe ouço um carro passando. Algumas vozes ao fundo. Alguém tossindo.

No prédio da frente, algumas luzes acesas. Fico imaginando se são pessoas que acordam realmente cedo ou se são apenas insones como eu. O que será que pensam nesse instante? O que será que assistem? Será que já estão atrasados para o trabalho que fica lá bem longe muito distante? Será que preparam a marmita para mais uma jornada?

Eu, aqui, não consigo dormir. Já tentei várias posições na cama, mão pra cima, mão pra baixo, barriga pra cima, para o lado… penso em trabalhar mas tenho medo de despertar ainda mais.

Olho o poste torto e lembro do último carro que acertou o pobre coitado. Era um moço, saiu cambaleante – não sei se era por causa de bebida ou do impacto. Nem ouvi barulho de freada, só da batida. Pobre poste. Sempre ali, alvo de madrugadores bêbados.

O ônibus elétrico passa. Já é tarde. Ou cedo. Penso, distraída: “Esses ônibus parecem da Marussia”, lembrando da pintura dos carros da equipe de Fórmula 1. Me distraio. Me concentro na sensação que a brisa trás. Se pudesse, eternizava esse sentimento. Esse meu romance nada saudável com a madrugada.

Aqui

Sentada na beira da janela, observo a cidade. Noite fria, garoa, fumaça. Sinto falta de quem nem conheço. Olho as janelas e imagino histórias. Paixões, amores, dramas e lágrimas. Sorrisos amarelos, copos vazios, gelo derretido. TV ligada, ronco profundo, olhar de desprezo. Eu imagino, e invento, e faço o tempo passar de maneira quase suportável enquanto te espero. Você vem?

Rush – No limite da emoção

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Eu, Fah e Juh acabadas de tanto chorar depois de ver o filme

Fiquei pensando se escrevia um texto sobre o filme “Rush – No limite da emoção“, afinal já lançou faz um tempinho e logo deve sair de cartaz. Mas por tudo o que ele representa, acho que vale a pena.

Ele conta a história da rivalidade entre dois grandes pilotos da década de 70: Niki Lauda e James Hunt. Lauda é o certinho que vai dormir cedo, acerta os carros como ninguém, faz tudo para vencer, enquanto Hunt é o bonitão que pega todas, bebe, fuma, não está nem aí com nada, exceto vencer. Mais ou menos assim.

Lauda é interpretado por Daniel Brühl, que meu Deus do Céu, como conseguiram fazer o cara parecer com o Niki!!! Já o papel do James é feito por Chris Hemsworth (o “Thor”), que apesar de ser gato ainda não chega a ser tão bonito quanto Hunt. Sério. Mas desempenha bem o papel e as meninas vão curtir determinadas cenas #cofcof. Quem eu achei irreconhecível foi a Olivia Wilde (a “Thirteen” de House). Ela interpreta a esposa do Hunt, mas olha… você demora um tempo pra perceber que é ela!  Em compensação o Regazzoni, mamma mia!

Tem coisas que não são verdade, fato. Mas vale tanto a pena… É todo perfeito! As tomadas, a ação, os carros… as disputas… é simplesmente genial, lindo, e acima de tudo emocionante.

Fazia tempo que eu não chorava tanto vendo um filme. Talvez em “I am Sam” (“Uma lição de amor”). E faz tempo. ***atenção ~spoilers~ (caso vc não manje de automobilismo) *** As cenas do acidente e da recuperação do Lauda, Jesus… ele tentando colocar o capacete e urrando de dor eu e chorava de hiperventilar já.

Mas o pior? O pior foi o final do filme. Sim. O finalzinho do filme é uma das maiores rasteiras que já me deram ever. Eu chorava de soluçar. E as meninas também.

Aliás, essa foi uma parte muito especial do filme. Fui com a Fah até Santos só para ver Rush com a Juh. As duas são algumas das minhas companheiras de corridas, sofrimentos, maria-paddockagem e afins.

Me sinto muito abençoada de ter amigos, em especial amigas, que gostam tanto do que eu gosto. A gente se engalfinha de vez em quando, já que elas são Ferrari e eu odeio a escuderia de Maranello. Eu curto a Red Bull e elas querem queimar Horner e cia vivo… mas é muito bom ter com quem chorar um campeonato da World Series perdido (Frinjs, seu maldito), ir viajar e levar um notebook pra ver a GP3 roubando o wifi do caseiro, parar o trânsito pra uma de nós entregar um presente pra um piloto, saber o nome de todas as crianças do kart da FFSA e miar vendo Bercy…

Resumindo: mais legal do que ver um filme fantástico como Rush é ter pessoas mais fantásticas ainda pra dividir esse momento. ❤

Show do Matchbox 20

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Hoje risquei da lista um dos shows que eu precisava ver antes de partir dessa pra melhor: Matchbox 20. Gosto muito dessa banda e sou apaixonada pelo vocalista, Rob Thomas.

Ganhei o ingresso em cima da hora e acabei chegando atrasada. Olhando pelo lado positivo foi bom, pois perdi umas 3 ou 4 músicas, entre elas “Disease”. Dessa maneira, mantive a integridade física, moral e as roupas, afinal, sabe-se lá o que aconteceria ao ouvir essa música ao vivo!

A banda é boa demais. Todos são músicos excepcionais. Achei o Rob um pouco rouco pra falar a verdade, espero que se recupere para a apresentação no Rock in Rio.

Eles tocaram várias músicas novas, que não empolgavam tanto a galera quanto as mais antigas como “3 A.M.”, “Unwell”, “If You’re Gone”. “Bright Lights” foi uma das coisas mais lindas de se ver <3. O bis teve 6 músicas, achei um pouco de desperdício colocar “Back 2 Good” ao invés de “Mad Season” ou “Black and White People”.

Rob Thomas é um cara hipnotizante… a cada tapinha no peito ou nas pernas eu tinha um mini infarto. Quem for assistir o show deles no Rock in Rio pela TV, preste atenção e lembre de mim.

Sei que sai de lá satisfeita e feliz… quase um sentimento de missão cumprida… 🙂

PS: Papai do Céu, se for pra me dar um marido, pode me dar um que envelheça igual ao Rob? 😀

E pra me despedir, uma versão de Disease